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Comissão aprova medidas de proteção a crianças indígenas e quilombolas

há 2 dias
2 min de leitura

Texto segue em análise na Câmara dos Deputados


Juliana Cardoso é a relatora da proposta - Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados


A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um plano para prevenir e enfrentar a violência contra crianças e adolescentes indígenas e quilombolas.


O texto aprovado é a versão da relatora (substitutivo), deputada Juliana Cardoso (PT-SP), para o Projeto de Lei 3709/24, do deputado Dr. Zacharias Calil (MDB-GO) . A relatora aproveitou sugestões das comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial.


“O novo substitutivo promove a necessária consolidação das alterações aprovadas nas comissões antecedentes, incorporando de forma sistemática os aperfeiçoamentos realizados ao longo da tramitação”, afirmou Juliana Cardoso.


Atendimento adequado

O texto aprovado cria o “Plano Raízes Seguras”, por meio de alterações na Lei 13.431/17. Essa norma já estabelece um sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.


Entre outros pontos, o plano prevê o enfrentamento dos fatores estruturais de vulnerabilidade e violência contra crianças e adolescentes de povos e comunidades tradicionais, consideradas as situações de conflitos fundiários, degradação ambiental, exploração econômica ilícita e deslocamento forçado.


Segundo a relatora, as mudanças buscam adaptar os serviços de atendimento, respeitando as línguas e tradições de cada grupo social. “A lei hoje possui caráter geral, muitas vezes insuficiente para contemplar adequadamente crianças e adolescentes indígenas, quilombolas e integrantes de outros povos”, disse.


Próximos passos

O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

                        

Fonte: Agência Câmara de Notícias


 
 
 

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