top of page

Títulos verdes irão viabilizar investimento de mais de R$ 200 milhões para produção de soja


Ao todo, 122 propriedades rurais serão beneficiados pelos recursos com juros inferiores à média de mercado e em contrapartida terão que se comprometer com a preservação do bioma brasileiro


Com o objetivo de dar incentivos para a expansão da agricultura sustentável e ajudar a preservar a floresta nativa, o mercado financeiro viabilizou a emissão de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) Verdes e que vão permitir investimentos de R$ 232,2 milhões (US$ 47,24 milhões) para a produção sustentável da soja no cerrado brasileiro. CRAs são títulos de renda fixa originados de negócios entre produtores rurais ou suas cooperativas, e terceiros -- abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados ao setor agropecuário.


Os recursos irão financiar 122 propriedades rurais com juros inferiores à média de mercado, e em contrapartida, eles terão o compromisso de atuar com desmatamento zero em suas áreas -- incluindo os excedentes de reserva legal -- aquelas que poderiam ser desmatadas legalmente no Mato Grosso, Goiás e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

De todo o Cerrado ainda nativo existente no Brasil, 62% estão em propriedades privadas, segundo o IPAM. Como o Código Florestal permite ao dono da terra desmatar até 80%, essa concentração da vegetação em terras privadas tem preocupado ambientalistas. —


Foto: Getty images

A meta é contemplar a produção de 260 mil toneladas de soja estimadas para a safra 2023/2024, o que resultaria na conservação de uma área de 43,4 mil hectares de vegetação nativa. Dessas, 11,3 mil hectares são de excedente de reserva legal – capazes de estocar mais de 20 milhões de toneladas de carbono. O cumprimento dos critérios e os impactos ambientais serão monitorados e reportados a um Comitê de Sustentabilidade, que engloba ONGs internacionais como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNEP), a The Nature Conservancy (TNC), BVRio, Conservation International, Proforest Initiative Brasil e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia (IPAM).

Коментарі


bottom of page