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‘Super El Niño’ pode ser o mais intenso da história e indica 2027 como o ano mais quente já registrado

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Serviço meteorológico britânico alerta que o El Niño em formação no Pacífico tem proporções inéditas, ameaçando causar extremos climáticos e recordes de calor



‘Super El Niño’ pode ser o mais intenso da história e indica 2027 como o ano mais quente já registrado — Foto: GettyImages


O fenômeno climático El Niño que está se desenvolvendo no Oceano Pacífico tem potencial para ser o mais intenso já documentado na história recente, segundo um alerta emitido pelo Met Office, o serviço meteorológico nacional do Reino Unido.


O aquecimento anômalo das águas superficiais, que atualmente já supera os 2ºC acima da média histórica, pode ultrapassar a assustadora marca dos 3ºC até o final deste ano. Especialistas britânicos e norte-americanos classificam a situação como "sem precedentes", alertando que a imensa quantidade de calor transferida do oceano para a atmosfera, somada ao contínuo avanço das mudanças climáticas causadas pela ação humana, torna "muito provável" que 2027 desbanque 2024 e se consagre como o ano mais quente já registrado no planeta.


Atualmente, os cientistas identificaram uma reserva de calor gigantesca nas profundezas oceânicas, com bolsões chegando a 8ºC acima do normal a 100 metros de profundidade, o que serve como um forte combustível para intensificar o evento. Os impactos dessa alteração na circulação global dos ventos já começaram a ser sentidos: as monções na Ásia estão severamente enfraquecidas e a atividade de furacões no Atlântico caiu drasticamente.


Em contrapartida, há alertas iminentes para secas severas na Austrália, inundações catastróficas em países como Peru e Equador, e um risco crescente de insegurança alimentar em regiões vulneráveis, conforme alertado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


No Brasil, o pico do fenômeno está previsto para os meses de outubro e novembro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o El Niño tem impulsionado um calor atípico em quase todo o país. Essa dinâmica agrava severamente a seca e potencializa o risco de grandes queimadas nas regiões Norte e Nordeste.


Em contraste, a Região Sul lida com precipitações contínuas e volumosas, cenário de caos que recentemente foi agravado pela passagem de um ciclone-bomba, cujos ventos ultrapassaram os 120 km/h, deixando um rastro de destruição pelo Sul e Sudeste.


Diante da magnitude sem precedentes dos dados coletados, a comunidade científica trabalha com cenários alarmantes. Enquanto as projeções oficiais do Met Office indicam um aquecimento oceânico de até 3ºC, outras equipes independentes de pesquisa climática não descartam que a anomalia atinja picos de 4ºC acima da média.


Pesquisadores de instituições como o Berkeley Earth, nos Estados Unidos, observam que as características energéticas deste evento o colocam como um potencial recordista absoluto. Embora seja impossível aferir com precisão instrumental as temperaturas de séculos distantes, os climatologistas advertem que a Terra pode estar na rota do El Niño mais destrutivo dos últimos 500 ou até mil anos, arrastando o clima global para um território totalmente desconhecido.


Fonte um só Planeta

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