top of page

STF obriga prefeituras a proteger cães e gatos abandonados; “obrigação do poder público”

3 de ago.
2 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as prefeituras têm o dever de acolher cães e gatos abandonados ou vítimas de maus-tratos. A decisão foi tomada em um processo envolvendo a cidade de Catanduva (SP), mas reforça um entendimento que pode servir de base para ações semelhantes em municípios de todo o Brasil.


Na prática, isso significa que as cidades não podem simplesmente ignorar animais abandonados ou resgatados de situações de violência. Se não houver um canil ou gatil municipal, a prefeitura deverá apresentar outra solução eficiente para garantir abrigo, atendimento veterinário e proteção aos animais.


A decisão tomada no último dia 23, não cria uma lei nova nem obriga automaticamente todos os municípios a abrirem abrigos imediatamente. Porém, ela fortalece o entendimento de que a proteção animal é uma obrigação do poder público e abre um importante precedente para que a Justiça cobre essa responsabilidade em outras cidades. Entenda o que muda abaixo.


Como surgiu a decisão?


O caso começou em Catanduva, no interior de São Paulo, após o Ministério Público constatar que o município não possuía estrutura para receber cães e gatos abandonados ou vítimas de maus-tratos. Na prática, o trabalho acabava sendo realizado por protetores independentes e voluntários.


Diante da situação, a Justiça determinou que a prefeitura criasse uma estrutura de acolhimento ou apresentasse uma alternativa que garantisse atendimento aos animais. O município recorreu mas, após analisar a decisão do TJSP, o ministro André Mendonça manteve o mesmo entendimento. E isso torna a determinação inédita.


Para o Supremo, quando há omissão do poder público em um tema protegido pela Constituição, como o meio ambiente e a fauna, a Justiça pode determinar que políticas públicas sejam implementadas.


O que pode mudar daqui para frente?


Especialistas avaliam que a decisão fortalece a atuação de promotores e protetores da causa animal em todo o país. Sempre que uma prefeitura deixar de oferecer proteção mínima aos animais abandonados, o entendimento do STF poderá ser usado como fundamento em novas ações judiciais.


A expectativa agora é que mais municípios passem a investir em políticas públicas como abrigos, convênios com clínicas veterinárias, programas de castração, adoção responsável e atendimento a animais vítimas de maus-tratos, para reduzir a dependência exclusiva do trabalho voluntário.


Para milhares de protetores independentes, a decisão representa um avanço histórico.

Ela reforça que cuidar dos animais abandonados não é apenas um gesto de solidariedade, mas também uma responsabilidade que deve ser compartilhada pelo poder público.


Fonte: Só notícia boa

2 comentários


Maria da Conceição Silva Faria
23 de out.

Morro na cidade de Congonhas Minas Gerais.

É um pedido de socorro, estou com três filhotes de cachorro que foram abandonados em um Chacreamento, onde não morra quase ninguém e os poucos que moram não tem condições de cuidar.

Já recorri todos os órgãos competentes e nada foi feito até agora. Me ajudem pelo amor de Deus

cheguei até ouvir que não existia lei para recolher.

Meu coração sangra 💔😭

Curtir

Rose
17 de out.

Every competitive matchup in Retro Bowl provides another chance to test offensive strategies, identify weaknesses, and discover which decisions are most effective against different opponents.

Editado
Curtir
bottom of page