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Jovens lançam plataforma de mobilização por justiça climática

há 10 minutos
2 min de leitura

Proposta para a COP 31, a mobilização visa conectar iniciativas locais à agenda de ação global, fomentando a participação latina e juvenil nas políticas climáticas



Jovens ligados à Presidency Youth Climate Champion (PYCC) da COP 30 relançam, entre 8 e 11 de outubro, em Santiago, no Chile, o Mutirão das Juventudes, plataforma global que reúne e dá visibilidade a iniciativas lideradas por jovens em resposta à crise climática. A ação ocorre durante a RCOY LATAM, conferência que reúne organizações e lideranças juvenis da América Latina.


A plataforma funciona como um mapeamento global de ações climáticas desenvolvidas por escolas, comunidades, coletivos, centros culturais e outros grupos. As iniciativas podem ser cadastradas até 4 de novembro e passam a integrar um mapa interativo, com conteúdos em português, inglês e espanhol. Os projetos também poderão ser divulgados em campanhas do Mutirão das Juventudes durante a COP 31, que será realizada na Turquia.


A RCOY LATAM é um espaço de articulação das juventudes latino-americanas e está conectado à participação de crianças e jovens no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). As propostas discutidas no encontro em Santiago vão contribuir para um documento com as principais demandas de crianças e jovens a serem levadas às negociações climáticas da COP 31. Nesta edição, os debates incluem crise climática, sociobiodiversidade e justiça climática.


Liderada pela ativista climática e produtora cultural Marcele Oliveira, a iniciativa busca ampliar a participação dos jovens nos processos de decisão sobre o clima e dar visibilidade a soluções desenvolvidas nos próprios territórios. O mapeamento prioriza ações lideradas por meninas e jovens afrodescendentes, indígenas e de comunidades locais, grupos que estão entre os mais afetados pelos impactos da crise climática.


Além de divulgar as iniciativas, o Mutirão das Juventudes pretende conectar experiências locais à chamada Agenda de Ação, mecanismo internacional voltado a acelerar e ampliar soluções climáticas. A expectativa é que as ações reunidas na plataforma possam ser conhecidas por diferentes setores e reconhecidas como experiências de adaptação, mitigação, resiliência e inovação social, cultural e ancestral.


Fonte: O eco


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