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COP17 sobre biodiversidade começa com meta de reforçar proteção à natureza

há 14 minutos
2 min de leitura

As dificuldades orçamentárias e a crise do multilateralismo complicarão o trabalho durante as duas semanas da 17ª edição da COP sobre biodiversidade em Yerevan



Representantes de quase 200 países se reúnem a partir desta segunda-feira (19) na Armênia para melhorar a proteção da natureza e combater o desmatamento, a poluição e a superexploração dos recursos naturais.


As dificuldades orçamentárias e a crise do multilateralismo complicarão o trabalho durante as duas semanas da 17ª edição da COP sobre biodiversidade em Yerevan, organizada sob os auspícios da ONU.


A extinção de espécies, a degradação das florestas e dos recifes de coral e o agravamento das catástrofes naturais alarmam os países.


"Nas próximas duas semanas, nossa missão consistirá em superar as divergências, alcançar um consenso e assegurar que a COP17 produza resultados", declarou nesta segunda-feira o presidente da COP17 e ministro armênio do Meio Ambiente, Hambardzum Matevosyan, em seu discurso de abertura do evento.


Quatro anos após um ambicioso compromisso para avançar em 23 pontos-chave até o fim da década, a COP17, que segundo os organizadores atrairá até 15.000 participantes, fará um primeiro balanço.


"Devemos reconhecer com toda honestidade que, coletivamente, ainda não estamos no caminho certo", afirmou na sexta-feira o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian, por ocasião de uma cúpula de chefes de Estado e de Governo, instando os países a traduzirem os compromissos já assumidos em "ações concretas".


Atraso

Segundo um primeiro balanço denominado "Kunming-Montreal" e aprovado em 2022 na COP15 — equivalente ao Acordo de Paris sobre o clima —, praticamente todos os objetivos estão atrasados.

Entre essas metas estão a proteção das áreas terrestres e marítimas, a redução dos subsídios a atividades prejudiciais à natureza, bem como a proteção dos povos indígenas, além dos objetivos financeiros.


"Precisamos de mais ações, mais rapidez e mais vontade", reivindicou na sexta-feira o secretário-geral da ONU, António Guterres.


O atraso é significativo no que diz respeito aos subsídios às energias poluentes, como os combustíveis fósseis, que somam 2,6 trilhões de dólares (13,2 trilhões de reais) por ano.

"Subsidiar os combustíveis fósseis equivale a subsidiar o suicídio", denunciou Guterres.


Segundo o acordo internacional, estes subsídios deveriam ser reduzidos em pelo menos 500 bilhões (2,5 trilhões de reais) por ano até 2030.


Os compromissos financeiros também estão no vermelho, sobretudo a ajuda dos Estados ricos aos países em desenvolvimento. Esse será um dos grandes temas desta cúpula, que acontece três semanas antes da COP31 sobre o clima, prevista para a Turquia.


As nações desenvolvidas, com a União Europeia na linha de frente, tentam fazer com que a China e os grandes países emergentes participem mais dos esforços.


"O mundo não precisa de uma nova visão (...) O que precisa são ações concretas", disse na sexta-feira o presidente do WWF International, Adil Najam.


A cúpula terá êxito se conseguir "traduzir os compromissos políticos em medidas concretas e avanços quantificáveis", avaliou na sexta-feira à AFP Hambardzum Matevosyan, presidente da COP17 e ministro do Meio Ambiente da Armênia.


Fonte Folha de Pernambuco

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