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ONU: Ano mais quente da história é “antevisão do futuro catastrófico

Secretário-geral pede que resposta às temperaturas recordes seja dada com uma ação inovadora; reação aos dados publicados por cientistas demanda uma pronta atuação internacional para se “evitar o pior da catástrofe climática”





Na terça-feira (9), especialistas internacionais consideraram oficialmente o ano de 2023 como o mais quente desde que iniciaram os registros em 1894.


A temperatura média do ano passado foi cerca de 1,48ºC mais alta do que a de longo prazo, antes do início da queima de grandes quantidades de combustíveis fósseis pelos humanos, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.


Com a constatação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse crer que as ações da humanidade estão queimando a Terra, sendo que “2023 foi uma mera antevisão do futuro catastrófico iminente se não houver ação imediata”.


Para o líder das Nações Unidas, a resposta às temperaturas recordes deve ser dada com uma ação inovadora.


Nesse rumo, os líderes devem “comprometer-se com novos planos nacionais sérios de ação climática, com o fim da era dos combustíveis fósseis, de uma forma rápida e justa, além de investir na ajuda aos países vulneráveis no combate ao caos climático”.


O chefe da ONU disse acreditar ainda que é possível evitar o pior da catástrofe climática, se houver pronta atuação “com a ambição necessária para limitar o aumento das temperaturas globais a 1,5°C e proporcionar justiça climática.”


Temperatura mais alta de todos os tempos


De acordo com a análise dos cientistas, o ano passado superou 2016 como o mais quente da história. Julho de 2023 foi o mês com a temperatura mais alta de todos os tempos na Terra.

Em novembro, o relatório provisório sobre o Estado do Clima Global da Organização Meteorológica Mundial antecipava o recorde.


A análise de dados recolhidos até ao final de outubro revelou que a temperatura no período esteve cerca de 1,4°C acima da linha de base pré-industrial do intervalo 1850-1900. O período entre 2015 e 2023 marcou os nove anos mais quentes.


O então secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, apontou para uma série de recordes quebrados nos valores dos gases de efeito estufa, nas temperaturas globais e na subida do nível do mar e do gelo marinho da Antártida.


Por ONU News



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