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- Frente Parlamentar Ambientalista lança Documento de Posicionamento para a COP30 em Belém
Material reúne diretrizes e propostas do Parlamento e da sociedade civil para fortalecer a atuação brasileira nas negociações climáticas internacionais A Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), lançou nesta quinta-feira, 30/10, no Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados, o Documento de Posicionamento da Frente Parlamentar Mista Ambientalista para a COP30, que acontecerá na próxima semana em Belém (PA), na Amazônia. O material reúne contribuições de parlamentares, especialistas e organizações da sociedade civil, apresentando as principais diretrizes para o fortalecimento da política climática brasileira e a atuação do país nas negociações internacionais. O evento contou com a participação de Bruno Arruda, chefe da Divisão de Negociação Climática do Ministério das Relações Exteriores; Rodrigo Marcelino, assessor técnico legislativo da Frente Ambientalista; Gabriel Adami, assessor legislativo da Frente Ambientalista; Isabela Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente; Ana Terra, assistente de advocacy do Clima de Política e secretária executiva do GT Clima; Isabela Rahal, do Climate Emergency Collaboration Group ; Marcelo Elvira, secretário executivo do Observatório do Código Florestal; Murilo Amatneeks, coordenador de advocacy da Plataforma Cipó; Letícia Camargo, consultora de advocacy do Painel Mar e secretária executiva do GT Mar; George Sturaro, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals; e Mariana Lyrio, assessora de Políticas Públicas do Observatório do Clima. Representando o deputado Nilto Tatto, o assessor Gabriel Adami destacou a importância do documento como instrumento estratégico de incidência. “Este material compila contribuições de mais de 15 organizações e assessorias parlamentares, fruto de um processo participativo e colaborativo que expressa o compromisso do Parlamento brasileiro com a justiça climática e com a transformação dos compromissos internacionais em ações concretas”, afirmou. Três prioridades brasileiras para a COP30 Durante sua fala, Bruno Arruda, do Itamaraty, destacou a relevância do diálogo entre governo e sociedade civil no enfrentamento à crise climática. “O documento da Frente tem enorme relevância, pois conecta as expectativas e necessidades da sociedade à ponta da negociação, onde o governo atua. A COP30 será a ‘COP da verdade’, o momento de transformar compromissos em ação”, disse. Segundo ele, o Brasil levará para a COP três grandes prioridades: o fortalecimento do multilateralismo, a aceleração da ação climática e a reconexão das decisões internacionais com a vida real das pessoas. Eixos temáticos de atuação Rodrigo Marcelino O assessor técnico legislativo Rodrigo Marcelino apresentou os principais eixos do Documento de Posicionamento da Frente Ambientalista, que está estruturado em nove temas: Transição justa; Adaptação; Agricultura e sistemas alimentares; Financiamento climático; Juventude, gênero e raça; Oceanos, florestas e biodiversidade; Mitigação; Fortalecimento do papel do Parlamento; Diretrizes para a delegação brasileira na COP. Cada eixo reúne uma contextualização internacional, um diagnóstico nacional e recomendações estratégicas para as negociações da conferência. “O Parlamento é um dos principais agentes para transformar metas em políticas públicas. Este documento reforça o papel do Legislativo como acelerador da ambição climática e fiscalizador das ações de implementação das NDCs”, destacou Marcelino. Participação parlamentar nas COPs Ana Terra, do Clima de Política, reforçou a importância de institucionalizar a participação parlamentar nas negociações internacionais.“Os parlamentares são responsáveis por traduzir as metas internacionais em políticas públicas locais. É essencial que tenham um espaço formal de participação dentro da Convenção do Clima”, defendeu. A ex-ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira destacou a relevância do Brasil como articulador global em um momento de transição. “O país precisa ter clareza de que a agenda climática é uma agenda de desenvolvimento. Precisamos falar sobre crescimento, inclusão e sustentabilidade, e o Parlamento tem papel essencial nesse debate”, afirmou. De forma complementar, Isabela Rahal, do Climate Emergency Collaboration Group , abordou o papel do financiamento climático nesta COP30, ressaltando a necessidade de mecanismos justos e acessíveis para países em desenvolvimento. Código Florestal Marcelo Elvira, secretário executivo do Observatório do Código Florestal, lembrou que o cumprimento da lei florestal é uma das principais medidas de mitigação de emissões e destacou a necessidade de integração entre as políticas climáticas e ambientais. “O Código Florestal é uma das políticas mais robustas do mundo em termos de governança ambiental. A COP30 deve ser um marco para reforçar o compromisso com sua plena implementação e monitoramento”, afirmou. Para Murilo Amatneeks, coordenador de advocacy da Plataforma Cipó, a transição justa precisa ser pensada de forma cooperativa, considerando as diferentes realidades regionais. “O Brasil pode exercer papel de liderança na construção de soluções equitativas, que unam justiça social e ambição climática. Isso exige diálogo entre governos, empresas e sociedade civil”, ressaltou. Oceanos e sistemas alimentares no centro da agenda climática Letícia Camargo, do Painel Mar, destacou a importância de incluir os oceanos na agenda da COP30 e reconhecer o papel da pesca artesanal na sustentabilidade alimentar. “Os oceanos são fundamentais para a regulação do clima e precisam estar no centro das decisões. Não há transição climática sem olhar para quem vive do mar e do litoral”, pontuou. Fechando o evento, George Sturaro, da Mercy For Animals, abordou a urgência de transformar os sistemas alimentares e incentivar uma agropecuária de baixa emissão. “O sistema alimentar é responsável por cerca de um terço das emissões globais. É essencial discutir políticas públicas que promovam alternativas sustentáveis e acesso a dietas mais equilibradas e inclusivas”, afirmou. Ao final do lançamento, o assessor legislativo da Frente Ambientalista, Gabriel Adami reforçou que o documento expressa o compromisso da Frente Parlamentar Ambientalista com uma ação climática justa, transformadora e participativa. “O Parlamento brasileiro tem papel decisivo na implementação das metas climáticas e na promoção de políticas públicas que garantam desenvolvimento sustentável, justiça social e proteção ambiental. É isso que a Frente leva para Belém e para o mundo”, concluiu. Acesse o documento: https://www.frenteambientalista.com/relatoriofpambcop Reportagem e fotos: Larissa Nunes
- COP30: crianças e adolescentes cobram participação real em debate sobre crise climática
Em audiência na Comissão da Amazônia, estudantes apresentaram projetos locais e pediram que suas experiências fossem usadas para construir políticas públicas Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Estudantes do DF que participaram da "Minicop" compareceram ao debate Crianças e adolescentes cobraram participação real nas discussões sobre a crise climática e a COP30, a ser realizada em Belém (PA). Em audiência pública na Comissão da Amazônia e Povos Originários e Tradicionais nesta quinta-feira (30), os participantes defenderam que suas experiências e ações nos territórios sejam usadas para construir políticas públicas. O debate, solicitado pela deputada Erika Kokay (PT-DF), foi marcado pela apresentação de projetos de base, como a "Minicop" realizada na Escola Classe da Vila do Boa, em São Sebastião (DF). O plenário da comissão estava lotado de estudantes que participaram da iniciativa. "Esta audiência é para assegurar que crianças e adolescentes sejam vistos como sujeitos de direito, com prioridade absoluta, como diz a Constituição", afirmou a deputada Erika Kokay. Ela destacou a importância de projetos que nascem na comunidade e fortalecem o território, como o da Vila do Boa, classificando a "Minicop" local como uma "COP com muita potência". A audiência também ouviu entidades que promovem o protagonismo juvenil. Paulo Galvão, do Instituto Alana, informou que as menções a crianças nas decisões das COPs cresceram de apenas duas (entre 1992 e 2010) para 77 (entre 2018 e 2024). Ele citou que o movimento "Minicops" já envolveu mais de 7 mil crianças em 10 países. Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Verena Arruda: COP30 será a primeira a ter uma "matriz de proteção integral para crianças e adolescentes" O presente, não apenas o futuro As falas dos jovens participantes enfatizaram a urgência das ações e a necessidade de serem ouvidos agora. "Aprendemos que não importa a idade para começar a mudar o mundo", disse Evely Lorane Alves, de 11 anos. Ela também cobrou melhorias do poder público para a sua comunidade, como rede de esgoto e coleta de lixo. Outra participante, Júlia Ferreira da Silva, relatou como a preservação de um córrego na Vila do Boa ajudou a conter um incêndio que ameaçou as casas. "Isso nos fez entender que quando cuidamos da natureza, ela cuida da gente", afirmou. A cobrança por espaço foi direta: "É muito importante que as crianças possam pensar e falar sobre o meio ambiente, porque nós temos esperança [...] e acreditamos que os adultos precisam nos ouvir", declarou Yohana Carvalho da Silva. "O futuro é nosso, mas o presente também". Ações do governo Representantes do governo federal detalharam as políticas públicas em andamento para incluir a juventude no debate climático. A coordenadora do departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Isis Morimoto, citou a "terceira jornada de educação ambiental" e o "Balanço Global" como ferramentas para levar as vozes dos territórios para a COP30. Ela reforçou a fala dos jovens: "É importante envolver crianças e adolescentes, não só porque somos o futuro, mas porque a gente já serve hoje. Nossa experiência de vida e nossas ideias já servem hoje". Coordenadora de Enfrentamento ao Trabalho Infantil do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Verena Arruda, anunciou que a COP30 será a primeira a ter uma "matriz de proteção integral para crianças e adolescentes". A medida, construída com a rede local de Belém, prevê um "plantão integrado de proteção" e ações preventivas contra violações de direitos durante o evento. A coordenadora de Educação Ambiental do Ministério da Educação, Viviane Vaz Pedro, destacou a retomada da Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, que neste ano teve como foco a "justiça climática". Ela mencionou o princípio de que "jovem educa jovem" como base para a política nacional de educação ambiental escolar. Fonte: Agência Câmara de Notícias
- Câmara aprova projeto que cria política de prevenção ao assoreamento de rios
Proposta também prevê um cadastro nacional de áreas degradadas; texto vai ao Senado Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Túlio Gadelha, relator do projeto de lei A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê uma política nacional de prevenção de assoreamento de rios. A proposta também determina a criação de um cadastro nacional de áreas degradadas. O texto será enviado ao Senado. De autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outros, o Projeto de Lei 4488/23 foi aprovado nesta quarta-feira (29) na forma do substitutivo do relator, deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE). A intenção do cadastro é facilitar o monitoramento e o planejamento das ações de recomposição de matas ciliares e controle da erosão. Entre essas áreas estão as ravinas, que são sulcos profundos e estreitos no solo causados pela erosão da água da chuva, as voçorocas e outras em processo de assoreamento. Caberá ao Poder Executivo, em conjunto com os órgãos ambientais competentes, elaborar um plano nacional de prevenção, que deverá conter metas, prazos e ações específicas. Incentivo aos proprietários rurais Os governos poderão se utilizar do pagamento por serviços ambientais, de linhas de crédito ou outros incentivos financeiros e fiscais e de programas de educação ambiental para incentivar os proprietários rurais ou urbanos localizados em áreas próximas aos rios ou corpos d'água a plantar vegetação de matas ciliares e adotar práticas de controle da erosão. O texto também determina que o poder público, ao conceder licenças ambientais, deverá avaliar a necessidade de criação de mecanismos para reter sedimentos nos sistemas de drenagem urbana e controlar a erosão em obras hidráulicas, tais como pontes, bueiros e canais. Diretrizes da política As diretrizes apontadas para a política de prevenção de assoreamento dos rios são: promover a conservação das matas ciliares e a sua recomposição nas áreas degradadas ao longo dos corpos d'água; estabelecer medidas de controle e mitigação da erosão do solo; estimular parcerias entre órgãos públicos, instituições de pesquisa, universidades, consórcios municipais, organizações da sociedade civil e setor privado para a implementação das ações de prevenção ao assoreamento; e promover a preservação e recuperação dos recursos hídricos. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Maria do Rosário, autora da proposta Para o relator, deputado Túlio Gadêlha, o assoreamento tem sido uma das principais causas da destruição de rios brasileiros. "Um país que é cortado por mais de mil rios, 12 grandes bacias hidrográficas, necessita de uma política para preservar a vida que existe nos rios e das pessoas que vivem dos rios, como pescadores e marisqueiros", afirmou. Segundo ele, o texto está de acordo com o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado previsto na Constituição. "O projeto concretiza esse mandamento promovendo a recomposição das matas ciliares e o controle da erosão, instrumentos diretamente relacionados à preservação da qualidade das águas, à manutenção da biodiversidade e à prevenção de desastres ambientais", disse. Enchentes no RS A autora do projeto, deputada Maria do Rosário, disse que a ideia da política de prevenção surgiu a partir das enchentes no Rio Grande do Sul. "A passagem dos rios, que tem alguns metros, se transformou em muito, muito mais a partir das enchentes", disse. Ela explicou que o sedimento ao redor das margens dos rios e, sobretudo, o comprometimento das matas ciliares ao longo dos anos ampliaram o risco de vida, e geraram prejuízos à economia e ao meio ambiente. "Às vésperas da COP30, uma das melhores homenagens que podemos fazer à causa ambiental é trabalharmos os recursos hídricos com o respeito que eles precisam", afirmou. No debate sobre o projeto em Plenário, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) defendeu o envolvimento dos proprietários de terras onde passam os rios. "Para envolver os proprietários, a deputada propõe a concessão de linha de crédito especial ou incentivos financeiros para eles ajudarem a preservar os rios e evitar que sejam assoreados", destacou. Fonte: Agência Câmara de Notícias
- GT Orçamento da Frente Parlamentar Ambientalista divulga nota técnica com orientações para incidência socioambiental no Orçamento da União de 2026
Arte: Larissa nunes O Grupo de Trabalho (GT) de Orçamento da Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPAmb) divulgou, nesta segunda-feira (27/10), uma nota técnica com o tema “PLOA 2026 e o Desafio da Incidência Socioambiental no Orçamento da União”, que traz um panorama dos prazos, desafios e oportunidades de participação no processo de tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Publicado em 16 de outubro de 2025, o cronograma da Comissão Mista de Orçamento (CMO) estabelece um curto período para que parlamentares e sociedade civil possam apresentar propostas e influenciar as decisões sobre a destinação dos recursos públicos no próximo ano. Nesse contexto, o GT de Orçamento da Frente busca orientar organizações e movimentos que integram a FPAmb sobre estratégias de incidência e mobilização política. Prazos apertados e necessidade de mobilização coordenada Segundo a nota, embora a Resolução nº 1/2006-CN assegure transparência e publicidade ao processo, os prazos continuam muito restritos, dificultando o acompanhamento e a formulação de emendas fundamentadas. As principais etapas da tramitação do PLOA como a apresentação e votação de emendas e relatórios, concentram-se entre final de outubro e meados de dezembro, exigindo agilidade e coordenação entre as organizações da sociedade civil. Três frentes prioritárias de atuação O documento destaca que há três eixos principais de incidência socioambiental no processo orçamentário: Emendas parlamentares socioambientais – Mobilizar deputados e senadores da Frente e seus aliados para apresentar emendas voltadas a ações de meio ambiente e clima. Relatórios setoriais – Dialogar com os relatores e suplentes responsáveis pelas áreas temáticas, oferecendo insumos técnicos que reforcem a coerência entre o Plano Plurianual (PPA 2024–2027), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2026) e os compromissos climáticos nacionais. Monitoramento do relatório-geral – Acompanhar de perto as modificações promovidas pelo relator-geral, especialmente nas emendas de bancada e de comissão, para evitar retrocessos nas políticas ambientais. Desafios fiscais e foco em políticas de impacto A nota também chama atenção para as limitações impostas pelo novo arcabouço fiscal (LC nº 200/2023) e pela Lei Complementar nº 210/2024, que restringem a ampliação de despesas discricionárias. Diante disso, o GT recomenda que as emendas apresentadas priorizem a execução de ações orçamentárias já existentes, com foco em políticas de adaptação climática, transição energética justa, combate ao desmatamento, proteção de biomas e fortalecimento da gestão ambiental local. Estratégias de atuação coletiva Entre as ações sugeridas para potencializar a participação social e política no debate orçamentário estão: Elaboração de subsídios técnicos e listas de sugestões de emendas; Reuniões com relatores setoriais e o relator-geral da CMO; Produção de materiais de comunicação e notas curtas que facilitem o engajamento do público; Participação ativa em audiências públicas e votações, de forma presencial ou remota. Fortalecer o orçamento verde O desafio, segundo o GT de Orçamento, é garantir que o Orçamento da União de 2026 reflita os compromissos socioambientais do Brasil, fortalecendo políticas públicas de proteção ambiental e climática e promovendo uma incidência qualificada junto ao Congresso Nacional. “Mais do que acompanhar o orçamento, é preciso disputar o seu conteúdo. O fortalecimento das políticas ambientais depende da capacidade de mobilização e pressão da sociedade civil sobre o processo orçamentário”, destaca a nota técnica. Confira o documento: https://www.frenteambientalista.com/_files/ugd/4061a2_8d5eae1d91bc4d938dab8ad6412dda91.pdf Reportagem - Larissa Nunes
- Frente Ambientalista discute transição energética justa com trabalhadores Câmara dos Deputados
O encontro marcou a entrega de 20 propostas elaboradas por mais de 120 trabalhadores e trabalhadoras de diferentes setores, reunindo representantes sindicais, parlamentares e organizações da sociedade civil em defesa de uma transição energética justa e inclusiva Na última terça-feira (21), a Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), recebeu um encontro entre parlamentares e lideranças sindicais no Salão Nobre da Câmara dos Deputados em um café da tarde. O evento marcou a entrega de 20 propostas elaboradas por cerca de 120 trabalhadores e trabalhadoras dos setores de metalurgia, óleo e gás e eletricidade vozes fundamentais para o debate sobre uma transição energética justa no Brasil. Entre os participantes estiveram Miriam Cabreira, presidenta do Sindipetro-RS e diretora da FUP; Fabiola Antezana, vice-presidenta de Energia da CNU; Diego Goulart Santos Ribeiro, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; além da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). As propostas são resultado dos Laboratórios de Futuros, uma experiência promovida pela Aurora Lab em parceria com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (FRUNE), a Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e o Sindipetro-RN. Os laboratórios reuniram profissionais de diferentes regiões do país para identificar desafios e pensar soluções para a descarbonização da economia com foco na garantia de direitos trabalhistas e justiça social. Durante o evento, Gabi Vuolo, diretora executiva da Aurora Lab, destacou que as propostas entregues são fruto de uma jornada de escuta e construção coletiva que percorreu o Brasil a bordo da Caravana do Futuro — um caminhão 100% elétrico que cruzou o país de Sul a Norte em 100 dias de 2025. “Percorremos mais de 5 mil quilômetros conectando territórios e imaginando outros futuros possíveis junto de quem está na linha de frente da transição justa: os trabalhadores, as trabalhadoras e as comunidades”, afirmou Gabi. O deputado Nilto Tatto ressaltou a importância de o Brasil assumir protagonismo nas discussões sobre o clima, especialmente na reta final para a COP30, que será realizada em Belém (PA). Em sua fala, o parlamentar destacou que o país precisa garantir uma transição que una sustentabilidade ambiental e dignidade laboral. “Não é possível enfrentar a crise climática abdicando de direitos históricos dos trabalhadores. A transição energética deve ser inclusiva, respeitar as comunidades e promover empregos de qualidade”, afirmou. A deputada Erika Hilton reforçou o papel do diálogo entre meio ambiente e mundo do trabalho. “Quando discutimos transição energética e clima, precisamos olhar para as pessoas que vivem essas mudanças. Os trabalhadores não podem ser acessórios nesse processo, mas protagonistas”, destacou. A cofundadora da Aurora Lab, Luz Gonzales, ressaltou que a aproximação entre o movimento climático e o sindical é essencial para o avanço da pauta ambiental no Brasil. “Historicamente, esses dois campos caminharam em paralelo. Nosso desafio é unir essas agendas para construir políticas públicas mais justas e eficazes.” Já Miriam Cabreira, da FUP, lembrou que o papel da Petrobras é central nesse debate “A empresa precisa assumir de forma concreta o compromisso com uma transição energética justa, soberana e popular, conduzida pelo Estado e em diálogo com os trabalhadores.” Representando o setor elétrico, Fabiola Antezana destacou que a descarbonização não pode reproduzir desigualdades. “A crise climática tem origem no Norte global, mas seus efeitos recaem sobre o Sul. Precisamos garantir que a transição energética gere empregos, respeite direitos e fortaleça a indústria nacional.” O encontro reforçou o diálogo entre governo, trabalhadores e sociedade civil para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, com geração de renda e inclusão social. Reportagem- Larissa Nunes
- Legado: Frente Ambientalista propõe “pacote verde” para votação antes da COP30
A iniciativa da Frente Ambientalista atende a um diálogo com o Deputado Hugo Motta para estruturar um pacote ambiental com votação antes da Conferência do Clima, marcada para iniciar 10/11 em Belém (PA). A Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), enviou nesta sexta-feira (24/10) ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta, uma lista de propostas para votação de uma pauta legislativa ambiental antes da COP-30. A medida é fruto do diálogo entre parlamentares da Frente junto ao deputado Hugo Motta para buscar consensos junto ao Colégio de Líderes de aprovação de matérias estratégicas para o Meio Ambiente no Brasil antes do início dos trabalhos da Conferência do Clima. Após reunião com a Frente Parlamentar Ambientalista, nesta quinta-feira (23/10), ficou definido pelo Colégio de Líderes que a Secretaria-Geral da Mesa fará uma rodada de consultas junto às lideranças partidárias para identificar quais matérias têm viabilidade política de aprovação. As proposições que obtiverem consenso deverão ter o regime de urgência e o mérito apreciado entre os dias 3 e 7 de novembro, consolidando um pacote legislativo estratégico para a COP30. O documento apresenta projetos que tratam de temas estruturantes da agenda ambiental, acesso à água potável, restauração ecológica, proteção de rios, economia circular, proteção dos biomas, gestão de terras indígenas, combate ao desmatamento e adaptação às mudanças climáticas. A lista enviada foi assinada pelos deputados Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista; Duda Salabert (PDT-MG), presidenta da Subcomissão Especial da COP30/CMADS e coordenadora do GT Águas da Frente Ambientalista; Túlio Gadêlha (Rede-PE), coordenador do GT Mar da Frente Ambientalista e relator da Subcomissão Especial; Socorro Neri (PP-AC), coordenadora da Frente Parlamentar da Transição Climática Justa; e Elcione Barbalho (MDB-PA), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e todos os coordenadores dos Grupos de Trabalho da Frente Parlamentar Ambientalista. “A COP30 no Brasil exige do Legislativo mais do que discursos, exige ações que demonstrem nosso compromisso com justiça climática e sustentabilidade. Esse pacote legislativo é uma oportunidade de deixarmos um legado real”, afirma Nilto Tatto. Veja a lista de proposições encaminhadas que compõem a pauta legislativa pré-COP30: PEC 6/2021 – PEC da Água MSC 209/2023 – Acordo de Escazú PL 4347/2021 – Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) PL 131/2020 – Territórios de Comunidades Tradicionais Pesqueiras PLP 120/2024 – Pacto Nacional pela Restauração da Natureza e dos Biomas PL 2842/2024 – Proteção Permanente dos Rios PL 1874/2022 – Política Nacional de Economia Circular PL 2809/2024 – Educação para Reação a Desastres Climáticos PL 4553/2025 – INFOCLIMA-TERRA-BRASIL PL 1660/2024 – Fator Amazônico PLP 150/2022 – Política Nacional de Bioeconomia PL 4958/2023 – Zona Franca da Bioeconomia PL 336/2025 – Redução Progressiva de Plásticos PL 2258/2023 – Desmatamento Zero PL 4949/2024 – Saneamento Básico em Municípios Vulneráveis PL 5003/2025 – Regulação do Consumo Hídrico por Data Centers PL 3277/2025 – Mitigação dos Efeitos Climáticos em Prédios Públicos PL 1725/2025 – Veda Novos Blocos de Petróleo e Gás na Amazônia PL 2274/2023 – Aumento da Pena para Mineração Ilegal PL 466/2015 – Adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional Acesse o documento: https://www.frenteambientalista.com/_files/ugd/4061a2_820ab84d5f634773a4013f905e214060.pdf Serviço: Assessoria de Comunicação da Frente Parlamentar Mista Ambientalista Larissa Nunes - 61 99409-8504
- Participação indígena deverá ser destaque na COP30, diz ministra
Conferência sobre mudanças climáticas deve receber cerca de 3 mil indígenas do Brasil e do mundo Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Sônia Guajajara: a maior e melhor participação indígena na história A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou nesta terça-feira (21), em debate na Câmara dos Deputados, que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), no Brasil, deverá ficar marcada pela “maior e melhor” participação indígena na história das negociações sobre o clima. Segundo ela, além da preparação de lideranças brasileiras visando os debates, o acampamento “Aldeia COP” permitirá a participação de 3.000 indígenas durante todo o evento. O Brasil também negocia a manutenção desses espaços para populações originárias e tradicionais nas próximas edições da conferência. “Queremos unificar posicionamento de povos indígenas do Brasil e do mundo em temas centrais que são também globais”, afirmou Sônia Guajajara, citando, entre outros, a demarcação de territórios. “Manter a floresta em pé é uma demanda não só nossa, no Brasil, mas de outros povos também”, continuou a ministra. “Temos de certeza que esta não só será a COP da maior e da melhor participação indígena da história, mas a que também entregará os maiores resultados e que mais avançará na implementação de soluções”, afirmou ela, em audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. “Nós teremos indígenas preparados para todos os temas que serão tratados na conferência”, assegurou durante o debate na Câmara a líder da etnia wapichana da Terra Indígena Serra da Lua (RR), Sinéia do Vale, enviada especial dos povos indígenas a convite na COP30. A audiência pública, proposta pela deputada Duda Salabert (PDT-MG), presidente da Subcomissão Especial da COP30, foi presidida pela deputada Dilvanda Faro (PT-PA). O deputado Nilto Tatto (PT-SP) também participou da reunião. Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Elcio Manchineri defendeu o veto à exploração mineral em terras indígenas Financiamento A COP30, promovida pela Organização das Nações Unidas e coordenada pelo Brasil, ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém, no Pará. A agenda oficial e demais eventos abordarão medidas para transição energética e combate ao aquecimento global, visando reduzir o impacto das mudanças climáticas. “Uma transição justa só será alcançada com o veto à exploração de combustível fóssil e minerais no interior dos territórios indígenas”, disse o coordenador-geral das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Elcio Manchineri. Ele também cobrou recursos financeiros para a preservação de áreas demarcadas. O coordenador do Núcleo de Florestas para a COP30, Marco Túlio Cabral, reiterou que uma das propostas do Brasil é a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), a ser abastecido com recursos dos diferentes países. “Já está decidido que 20% dos recursos serão destinados ao financiamento direto de povos indígenas e comunidades tradicionais”, disse. Fonte: Agência Câmara de Notícias
- Mato Grosso pode contribuir com a COP 30, dizem debatedores
A audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi presidida pelo senador Wellington Fagundes O estado de Mato Grosso busca se tornar exemplo internacional de desenvolvimento sustentável mesmo com perspectiva de redução de água do Pantanal. Foi o que debatedores demonstraram em audiência pública conjunta realizada nesta segunda-feira (20) entre a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado e a comissão correlata da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que as discussões serão apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém. Os representantes do estado farão aos países propostas para o uso do solo, para o financiamento climático e para infraestrutura de baixo impacto de carbono, todos baseados na experiência de Mato Grosso, explicou. Para Wellington, o conhecimento adquirido por quem atua nas áreas a serem preservadas pode ter maior peso nas políticas públicas. Ele apontou que o Estatuto do Pantanal — apresentado por ele e sancionado em 30 de setembro — cria regras apropriadas para a produção agropecuária responsável. — É fundamental conhecer a vivência do homem pantaneiro na sua tradição, que sabe o momento [adequado de fazer o manejo de fogo] muito mais do que, às vezes, quem está lá em Brasília e que nunca pisou o pé aqui dentro do Pantanal — disse o senador, que presidiu o debate. O senador José Lacerda (PSD-MT) também participou da reunião. Incêndios Comandante do Corpo de Bombeiros do estado, o coronel Flávio Vieira Bezerra afirmou que os incêndios florestais são um perigo crescente para a vegetação de Mato Grosso. Em 2024, a região sofreu queimadas históricas. Em 2025, os bombeiros bateram recorde na redução de incêndios. Segundo ele, o mérito foi da atuação integrada das entidades e produtores rurais em Mato Grosso, já que houve pouca chuva. — A gente bateu o recorde na série histórica de 27 anos em redução no número de incêndios, justamente nos três meses onde há o maior período de registros de incêndios florestais. Aquela área que tem o produtor rural cuidando dela tem menos fogo. O maior parceiro do Corpo de Bombeiros é o pantaneiro. Pantaneiros Capacitar os produtores no Pantanal promove o crescimento sustentável, argumentou o representante da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos Carvalho. Ele considerou que o programa Fazenda Pantaneira Sustentável, que instrui produtores rurais para preservar o ambiente e aumentar a eficiência da criação de gado, um modelo a ser adotado no mundo. — Durante o projeto-piloto, de 2019 a 2023, conseguimos reduzir de 34 para 28 meses a idade do primeiro parto das fêmeas [de gado]. Conseguimos elevar a taxa de prenhez de 41% para 70,92%. Hoje temos 72 propriedades e 112 mil cabeças de gado dentro do projeto. O programa é coordenado pela Famato e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e será apresentado na COP 30. A iniciativa disponibiliza um programa de computador que avalia o quão sustentável é determinada propriedade rural e o potencial máximo que pode atingir. Pantanal em risco O diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, Leandro Denis Battirola, afirmou que dados apurados desde 1985 revelam que o bioma perdeu boa parte de sua água. A projeção para 2050 é de menos chuva, o que deve prejudicar a atividade econômica, inclusive o ecoturismo. — Alguns pontos [de perda de água] são irreversíveis. O Pantanal sem água deixa de ser Pantanal. A situação do lençol freático também não é tão abundante quanto se pensa. Não é muito promissor quando pensamos em recursos hídricos, na produtividade. O instituto é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Pantanal corresponde a cerca de 7% do estado. Battirola ainda afirmou que cerca de metade de Mato Grosso é de Floresta Amazônica, e outra parte é Cerrado. Financiamento A preservação de biomas precisa da contribuição de países ricos, na avaliação do promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso Marcelo Caetano Vacchiano. O financiamento internacional é tema recorrente nas conferências de clima, mas enfrenta dificuldades de implementação. — Você tem um apartamento com 10 quartos. Você poderia usar dois e manter os outros oito fechados. Alguém tem que pagar essa conta, e a conta tem que ser paga por quem é beneficiário dos serviços ambientais que essa floresta presta, que é o mundo inteiro — disse Vacchiano. O diretor-executivo do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI), Richard Smith, afirmou que a conferência deste ano é chamada de “COP da implementação” em razão da expectativa de ações concretas, inclusive de financiamento. Smith apontou que o estado de Mato Grosso busca a neutralidade de carbono até 2035, uma meta que considerou ambiciosa. O termo se refere à compensação total das emissões poluentes da atividade humana por meio de ações que contornam o impacto no clima, com a preservação ambiental. Fonte: Agência Senado
- Frente Parlamentar Ambientalista entrega a Hugo Motta documento com propostas legislativas prioritárias para a COP30
A Frente Parlamentar Mista Ambientalista, coordenada pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), entregou nesta quarta-feira, 22/10, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o documento “O legado urgente que o Legislativo precisa deixar para o Brasil na COP30”, que reúne um conjunto de proposições legislativas consideradas estratégicas para o enfrentamento da crise climática e a consolidação da agenda ambiental no país. O material foi elaborado com a colaboração de parlamentares, especialistas, instituições de ensino, pesquisa e organizações da sociedade civil, e destaca a importância do Congresso Nacional assumir protagonismo na transição energética, na promoção da justiça climática e no cumprimento das metas da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). “O Parlamento tem o dever de liderar as soluções para a crise climática e deixar um legado concreto para o país. A aprovação dessas proposições até a COP30 é fundamental para que o Brasil reafirme seu compromisso com a sustentabilidade e com as futuras gerações”, afirmou o deputado Nilto Tatto. A entrega do documento acontece às vésperas da Conferência do Clima (COP30), que será realizada em novembro, na cidade de Belém (PA). O evento colocará o Brasil no centro das atenções globais, tornando urgente a consolidação de medidas concretas que demonstrem o compromisso do Legislativo com a agenda ambiental. Ação conjunta Para avançar na construção desse acordo, Hugo Motta convidou os deputados Nilto Tatto e Túlio Gadêlha, coordenador do GT Mar da Frente Ambientalista (Rede-PE), para participarem da reunião do Colégio de Líderes, que acontece nesta quinta-feira (23), para apresentarem as propostas da Frente Ambientalista e defender a votação de um pacote pré-COP30, previsto para a semana de 3 a 7 de novembro. Além dos deputados, participaram da reunião os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) Ivan Valente (PSOL-SP) Duda Salabert (PDT-MG) e Socorro Neri ( PP-AC ), que reforçaram a importância do Legislativo demonstrar protagonismo climático na Conferência. Projetos prioritários na Câmara dos Deputados O documento elenca proposições em tramitação que demandam urgência de aprovação antes da COP30. Entre elas estão: PEC 6/2021 — PEC da Água: inclui o acesso à água potável entre os direitos fundamentais da Constituição Federal. MSC 209/2023 — Acordo de Escazú: fortalece a transparência, a participação social e a proteção aos defensores ambientais. PL 4347/2021 — Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI): garante a proteção e o uso sustentável dos territórios indígenas. PL 131/2020 — Reconhecimento dos Territórios de Comunidades Tradicionais Pesqueiras: assegura os direitos e a preservação cultural das comunidades pesqueiras. PLP 120/2024 — Pacto Nacional pela Restauração da Natureza e dos Biomas do Brasil: estabelece metas de restauração ecológica e proteção à biodiversidade. PL 2842/2024 — Política Nacional de Proteção de Rios: cria o Sistema Nacional de Rios de Proteção Permanente, reconhecendo o papel essencial dos rios para a vida. PL 1874/2022 — Política Nacional de Economia Circular: incentiva a transição ecológica da indústria e do setor produtivo. Projetos prioritários no Senado Federal A Frente também destacou duas proposições que aguardam tramitação no Senado e que reforçam o compromisso do Brasil com a ação climática e a proteção dos ecossistemas: PL 2215/2024 — Dia Nacional para a Ação Climática: estabelece o dia 27 de abril como data anual para mobilização e educação sobre mudanças climáticas, com foco em ações preventivas e educativas. PL 2673/2025 — Lei do Mar: institui a Política Nacional para a Gestão Integrada e o Uso Sustentável do Sistema Costeiro-Marinho, promovendo a conservação dos oceanos e o equilíbrio climático. Um legado para o Brasil na COP30 A Frente Ambientalista reafirma que a aprovação dessas proposições representará um marco histórico na atuação do Congresso Nacional. “Mais do que uma pauta ambiental, este é um chamado à responsabilidade histórica. A COP30 será uma oportunidade de mostrarmos que o Brasil está preparado para liderar pelo exemplo”, reforçou Tatto. Acesse o documento completo: https://www.frenteambientalista.com/_files/ugd/4061a2_f97f1c6c0d7f4054a1518f9c94f7c8c7.pdf Serviço: Assessoria de Comunicação da Frente Parlamentar Mista Ambientalista Larissa Nunes - 61 99409-8504 frenteambientalistaobs@gmail.com
- ONGs processam governo sobre petróleo na Foz do Amazonas
Ação movida na Justiça do PA por 8 organizações ambientais, indígenas, quilombolas e de pescadores aponta vícios no licenciamento e pede liminar para suspender perfuração Blocos de exploração localizados na bacia sedimentar da foz do amazonas (Imagem: MMA) PRESS RELEASE Oito organizações e redes dos movimentos ambientalista, indígena, quilombola e de pescadores artesanais entraram nesta quarta-feira (22/10) com uma ação na Justiça Federal do Pará contra o Ibama, a Petrobras e a União, pedindo anulação do licenciamento do Bloco FZA-M-59, que permitiu à Petrobras iniciar a perfuração de petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas. O Ibama concedeu a licença de operação à empresa no último dia 20, após quatro anos de pressão da Petrobras e do Ministério de Minas e Energia, contrariando pareceres técnicos do próprio instituto e recomendações do Ministério Público Federal. A Petrobras informou que a perfuração começou imediatamente após a emissão da licença. Na ação, protocolada na 9ª Vara da cidade de Belém, a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), a Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), a Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), a Confrem (Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros e Marinhos), o Greenpeace Brasil, o Instituto Arayara, o Observatório do Clima e o WWF-Brasil também pedem liminar suspendendo imediatamente as atividades de perfuração, sob risco de danos irreversíveis ao meio ambiente. A ação aponta três vícios fundamentais na licença de operação, que ensejam sua nulidade: 1 – O licenciamento atropelou povos indígenas e comunidades tradicionais – Não foi realizado Estudo de Componente Indígena nem Estudo de Componente Quilombola no licenciamento. Tampouco houve consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que já são afetados pelo empreendimento desde a oferta do Bloco FZA-M-59 e respectivo processo de licenciamento ambiental. Na região do empreendimento há terras indígenas e quilombolas, colônias de pescadores, Reservas Extrativistas, áreas de pesca artesanal, duto de escoamento, Unidades de Conservação e rotas de navegação. 2 – O licenciamento tem falhas graves de modelagem que põem em risco a biodiversidade – Para obter a licença do Ibama, a Petrobras precisava apresentar um estudo de modelagem que apontasse o que aconteceria com o óleo em caso de acidente, bem como um plano de emergência para conter o vazamento. Tanto o modelo utilizado quanto os seus dados têm falhas que comprometem a segurança da atividade. O modelo não considera as características da região, como o comportamento de correntes subsuperficiais, a presença de sedimentos na coluna d’água, entre outros fatores como o uso de dispersantes, que interferem na dinâmica de dispersão e afundamento do óleo. A ação demonstra que 20% do óleo derramado num “blowout” afundaria, potencialmente atingindo o Grande Sistema Recifal Amazônico, um ecossistema único e rico em biodiversidade que, além disso, serve de berçário a espécies de peixe importantes para a economia e os modos de vida locais do litoral amazônico. Além disso, a Petrobras deliberadamente usou no licenciamento dados desatualizados da hidrodinâmica da região, de 2013, embora já existam dados para 2024. O próprio Ibama exigiu como condicionante da licença de operação a apresentação de nova modelagem no relatório anual da atividade – mas, mesmo assim, deu a licença com base num modelo frágil e desatualizado, evidenciando a inviabilidade ambiental do empreendimento. 3 – O licenciamento ignorou os impactos climáticos do projeto – Desde 2021 a Agência Internacional de Energia vem alertando que, se a humanidade quiser ter chance de limitar o aquecimento global a 1,5 o C, nenhum projeto novo de combustíveis fósseis poderá ser licenciado no planeta. O Brasil, às vésperas de sediar uma conferência do clima da ONU na Amazônia, tripudia sobre o Acordo de Paris e sobre a COP30 ao abrir essa mesma Amazônia para uma expansão maciça da produção de petróleo, o principal causador da crise do clima. O bloco FZA-M-59, que abriga o poço de Morpho (onde os trabalhos de perfuração já começaram, segundo a Petrobras), é apenas o primeiro de uma série na bacia da Foz do Amazonas. Há outros oito blocos em licenciamento e 19 arrematados no leilão da ANP em junho. A abertura de uma nova fronteira exploratória do petróleo via liberação do bloco FZA-M-59 implicará, em plena crise climática, aumento na produção de combustíveis fósseis, que, por sua vez, elevará as emissões de gases de efeito estufa no país e no mundo. Acesso ao processo aqui . Declarações “Este projeto é predatório, ignora a voz dos povos indígenas, verdadeiros guardiões da floresta, e escancara as contradições do governo ao investir em combustíveis fósseis, principal causa da crise climática, há poucos dias da COP30. Além de violar o direito à consulta livre, prévia e informada, previsto na Convenção 169 da OIT, o processo de licenciamento desconsiderou o alerta da Funai sobre a necessidade de realizar o Estudo do Componente Indígena. Exigimos a revisão urgente desta autorização, pois a Amazônia e seus povos não podem pagar a conta de uma destruição que não é nossa”. Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Apib “Nenhuma decisão que impacte a vida e os territórios indígenas pode ser tomada sem ouvir quem há milênios cuida da Amazônia. A consulta livre, prévia e informada não é um favor; é um direito garantido e inegociável. Autorizar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas sem esse diálogo é mais um ato de violação e desrespeito aos povos indígenas, que pagam a conta pelas ações do Estado e da iniciativa privada, que só estão preocupados com o lucro acima da vida. Exigimos que nossos direitos constitucionais sejam garantidos e que o Estado e seus órgãos de controle revejam as autorizações desse projeto, que representa graves riscos socioambientais aos povos indígenas do Amapá.” Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab “Nós estamos há três anos ajuizando essas ações, pedindo para ser ouvidos pela Petrobras para saber sobre a questão da liberação. E o que o governo federal fez através do Ibama, liberando o licenciamento, viola todos os direitos das comunidades quilombolas do Amapá e do Brasil porque não será só o estado do Amapá que será contaminado, caso haja um vazamento. Então, o nosso posicionamento aqui é cobrar, porque, mesmo sem a oitiva, sem o processo de escuta da OIT, o país conseguiu liberar uma licença para a Petrobras. Mediante a Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a gente vem aqui repudiar a ação que o governo brasileiro fez, sem consulta prévia, livre e informada para a população quilombola. E agora a gente vai buscar parceiros na defesa da Amazônia, defesa dos territórios quilombolas, da nossa costa amapaense que nos ajude para que não aconteça mais atrocidade e violência.” Núbia Cristina, quilombola do Amapá e coordenadora-executiva da Conaq “Às vésperas da COP 30, é lamentável que o governo brasileiro tenha autorizado a abertura de nova fronteira de exploração de petróleo na região Amazônica. O licenciamento do Bloco FZA-M-59 atropelou requisitos fundamentais previstos na legislação ambiental brasileira e em tratados internacionais dos quais o país é signatário. A anulação da licença de operação é urgente, uma vez que ela foi concedida sem estudos que identifiquem e mitiguem adequadamente os riscos e impactos socioambientais – como os que incidem sobre o grande sistema recifal amazônico – sem avaliação dos impactos climáticos e sem a realização da consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. O Brasil precisa reafirmar compromissos climáticos ambiciosos e assegurar o respeito efetivo aos direitos humanos para que possamos garantir um futuro possível, baseado na proteção do meio ambiente, na valorização dos povos e comunidades e na preservação de suas riquezas socioambientais”. Angela Barbarulo, gerente jurídica do Greenpeace Brasil “É inaceitável que um projeto dessa magnitude avance sem consulta livre, prévia e informada às comunidades indígenas, quilombolas e pescadoras que serão diretamente afetadas. Isso é uma afronta à Constituição e à Convenção 169 da OIT. A Petrobrás se autoproclama líder da transição energética justa, mas é responsável por 29% de toda a expansão fóssil da América Latina. Não existe justiça quando povos e territórios são sacrificados. O próprio Ibama e a Funai já reconheceram os impactos sobre comunidades tradicionais. Ignorar isso é fechar os olhos para a ciência e para a lei. Já logramos precedentes nítidos dos tribunais brasileiros: qualquer licença ambiental concedida sem consulta é nula. O que está em jogo aqui é o respeito ao Estado de Direito e à democracia ambiental.” Nicole Oliveira, diretora-executiva do Instituto Internacional Arayara “Em plena crise climática e às vésperas da COP 30, o Brasil joga no fundo do oceano a tentativa de liderar pelo exemplo e põe em risco o legado climático do país ao autorizar a perfuração do bloco FZA-M-59 na bacia da Foz do Amazonas, lançando as bases para a ocupação da região pela exploração petroleira. O processo de licenciamento possui diversas inconsistências técnicas e jurídicas que, de forma irrefutável, demonstram a inadequação da licença emitida pelo Ibama. Há fragilidade nas modelagens, descumprimento da Convenção 169 da OIT e outros problemas sérios. Ao invés de proteger os ecossistemas e o sistema climático e prezar pelo cumprimento da Constituição Federal, liberou-se a perfuração de forma inconsequente. Não há outra medida cabível que não a propositura da ação judicial.” Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima “A concessão de uma licença para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, sem a devida comprovação de segurança ambiental e social, configura uma grave violação ao princípio da precaução e ao dever de progressividade ambiental, pilares fundamentais do Direito Ambiental brasileiro. Diversas recomendações do Ministério Público Federal não foram atendidas no processo de licenciamento ambiental, que apresentou inconsistências técnicas contundentes. Diante de um ecossistema tão sensível, biodiverso e interconectado, a incerteza científica deve ser motivo de cautela, não de avanço. O Estado brasileiro tem o dever constitucional de garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado, e isso inclui impedir atividades que coloquem em risco ecossistemas únicos como o existente na foz do Amazonas. Autorizar a exploração petrolífera sem estudos completos e participativos é abrir espaço para danos irreversíveis à biodiversidade e às comunidades que dependem desse território.” Danilo Farias, coordenador de Litigância Estratégica do WWF-Brasil Fonte: https://www.oc.eco.br/ongs-processam-governo-sobre-petroleo-na-foz-do-amazonas/
- Frente ambientalista vê petróleo, licenciamento e metas climáticas como contradições na COP30
Assunto foi debatido na Câmara nesta terça-feira Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Frente Parlamentar Ambientalista Conjunta com Observatório do Clima Seminário conjunto da Frente Parlamentar Ambientalista e do Observatório do Clima, realizado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (21), apontou contradições do Brasil em relação às agendas de transição energética e de proteção ambiental às vésperas da COP30. A recente licença do Ibama para a Petrobras perfurar um poço em busca de petróleo na foz do rio Amazonas foi alvo de duras críticas. Para o diretor do Instituto Arayara, Juliano Bueno de Araújo, “a licença fere a coerência climática do país, aprofunda a dependência do petróleo e contribui para o caos climático”. Segundo ele, a Petrobras já é responsável por 29% da expansão de combustíveis fósseis no continente e tende a se consolidar como a “líder da não-transição energética” na América Latina. Juliano integra também o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ele citou outros anúncios recentes para afirmar que os ambientalistas estão de luto. “Temos também os R$ 50 bilhões para o subsídio da queima do carvão mineral pela indústria da energia elétrica da região Sul brasileira. Amanhã tem leilão da terceira oferta de petróleo do pré-sal. Nós temos que estar de luto", disse. "Nós estamos virando o quarto maior exportador de CO2 e metano do mundo." Licenciamento ambiental Outra fonte de preocupação dos ambientalistas nas vésperas da COP30 é a possível derrubada dos vetos do presidente Lula à proposta que deu origem à nova Lei do Licenciamento Ambiental . A coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, Sueli Araújo, lembrou a contribuição histórica do Congresso Nacional a acordos climáticos internacionais por meio da aprovação da Política Nacional de Mudança do Clima , do Fundo Clima , do mercado de carbono ( Lei 15.042/24 ) e das diretrizes para os planos de adaptação climática ( Lei 14.904/24 ). Ela pediu o mesmo cuidado na análise dos vetos ao licenciamento ambiental. “No [empreendimento de] médio impacto, se os vetos caírem, vai ser tudo assim: apertou um botão, sai a licença, sem ninguém analisar alternativas tecnológicas. Então, se não tomarmos cuidado, o licenciamento, na prática, vai ser implodido, e nós vamos ter efeitos pelo aumento do desmatamento e pelo aumento das emissões em geral”, alertou. Suely Araújo acrescentou que flexibilizações na legislação ambiental têm impacto direto no aumento do desmatamento, que hoje já é responsável por 46% das emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil. Redução de emissões O coordenador de política internacional do Observatório do Clima, Cláudio Ângelo, também criticou o atraso na apresentação das NDCs, as metas voluntárias de redução das emissões de gases do aquecimento global. Mesmo depois de dois adiamentos de prazo feitos pela ONU, apenas 62 dos 197 países que assinaram o Acordo de Paris divulgaram suas metas. O atraso engloba os principais poluidores, como China, União Europeia e Índia. Os EUA apresentaram uma NDC no governo Joe Biden, portanto, antes de Donald Trump anunciar a saída do país do Acordo de Paris. Segundo Ângelo, a COP30 terá que dar uma resposta política à insuficiência das metas para impedir que a temperatura média do planeta vá muito além de 1,5 grau acima da média do período pré-industrial. “A Agência Internacional de Energia já fala há quatro anos que, se a gente estiver falando sério sobre 1,5 grau, a gente não pode ter nenhum projeto novo de petróleo, gás fóssil ou carvão no mundo a partir de 2021. Eu tenho certeza que esqueceram de dar esse recado no Palácio do Planalto. Para 1,5 grau, o gap é de [redução] de 30 bilhões de toneladas; e para 2 graus, praticamente 19 bilhões de toneladas. A conta de novo não fecha.” Oportunidade Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), a COP30 dará uma oportunidade de contestação diante de um momento é de “profunda contradição” no Brasil e no mundo. O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), aposta na mobilização da sociedade civil para reverter os desafios impostos à cúpula climática de Belém. “Eu queria não ficar no baixo astral da aprovação da exploração de petróleo. Então, eu tenho muita expectativa em relação ao simbolismo que representa [a COP] acontecer na Amazônia e do que ela pode produzir para fazer valer as condições necessárias para que a agenda do enfrentamento da crise climática seja aplicada”, disse. Veja como os deputados pretendem contribuir com os debates da COP30 O seminário também discutiu racismo ambiental, justiça climática e restauração florestal. Fonte: Agência Câmara de Notícias
- Crise climática mobiliza Congresso na preparação da COP30
Parlamentares destacam papel do Legislativo e da sociedade civil no debate ambiental Edilson Rodrigues/Agência Senado Subcomissões da Câmara e do Senado ampliaram participação de parlamentares no debate As subcomissões da Câmara dos Deputados e do Senado que acompanham os preparativos para a COP30 realizaram, nesta terça-feira (14), audiência conjunta para discutir os seis eixos temáticos da conferência e reforçar o papel do Parlamento. A reunião ocorreu durante a Pré-COP, que reúne em Brasília representantes de mais de 60 países para buscar consensos que devem ser assinados pelos chefes de Estado na cúpula de Belém (PA), em novembro. Veja como os deputados pretendem contribuir com os debates da COP30 A senadora Leila Barros (PDT-DF), presidente da subcomissão no Senado, destacou o aumento do engajamento parlamentar na busca por soluções para a crise climática. “As duas subcomissões — da Câmara, presidida pela deputada Duda Salabert (PDT-MG), e do Senado — vêm ampliando a participação dos parlamentares nesse debate”, afirmou Leila. “Temos uma grande missão, até porque as mudanças climáticas já afetam vidas em todo o mundo.” Leila ressaltou que cabe ao Parlamento garantir legitimidade democrática e base legislativa às decisões da COP30, alinhadas ao Acordo de Paris. Ela lembrou os seis eixos temáticos propostos pelo Brasil: transição energética justa; florestas e biodiversidade; adaptação e resiliência; financiamento climático; cidades sustentáveis e inclusivas; e participação social. Edilson Rodrigues/Agência Senado Dandara elogiou protagonismo da sociedade civil nas audiências públicas Nordeste O deputado Fernando Mineiro (PT-RN) destacou a participação de parlamentares nordestinos em temas como o combate à desertificação na Caatinga e no semiárido. “As políticas de enfrentamento da crise climática também passam pelo Parlamento. Esta COP aproxima esse debate de nós”, disse. Sociedade civil A deputada Dandara (PT-MG), presidente da Comissão de Amazônia e Povos Originários da Câmara, elogiou o protagonismo da sociedade civil nas audiências realizadas sobre a COP30. Ela citou a importância de conectar o Cerrado às demais savanas globais, de valorizar a agricultura familiar e de mobilizar jovens em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Participei hoje da Pré-COP das Juventudes, que reuniu representantes de todos os biomas. As juventudes apresentaram propostas de financiamento e metas. É um espaço de protagonismo de mulheres, negros, indígenas e quilombolas”, relatou. Desafios e avanços O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) alertou para os desafios da pauta ambiental no Congresso. Ele criticou a possibilidade de derrubada dos vetos presidenciais à Lei do Licenciamento Ambiental ( Lei 15.190/25 ). “Repudio o chamado ‘PL da devastação’. A COP se aproxima, e o Congresso não deve votar esse projeto”, afirmou. Entre os avanços, os parlamentares citaram a Lei 15.042/24 , que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, conhecido como mercado de carbono, que deve ter papel central na transição energética do Brasil. Fonte: Agência Câmara de Notícias











