Frente Parlamentar Ambientalista
Frente Parlamentar Ambientalista > Observatório de Leis > > Jovens entregam carta a parlamentares pedindo urgência nas medidas de preservação ambiental em Bonito (MS)
À esquerda, Gabriel Adami. À direita, deputada
Tábata Amaral (PSB-SP) recebendo a carta

Durante a COP26, em Glasgow, um grupo de jovens ativistas pela proteção ambiental de Bonito-MS entregou a parlamentares presentes no evento a “Carta Bonito”. Receberam a carta: a deputada Tábata Amaral (PSB-SP), o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o secretário de meio ambiente de Brasília, o ex-deputado Sarney Filho. O documento foi entregue por Gabriel Ademi, de 16 anos e, ao longo de suas três páginas explana a importância do turismo para o município. Segundo a carta, mais da metade dos empregos formais no município (55% do total) estão atrelados ao setor de serviços diretamente relacionados ao turismo, como hotéis, pousadas e restaurantes.

Outros setores econômicos, porém, estão impactando negativamente a paisagem natural da região, que só em 2019 recebeu cerca de 210.000 visitantes. A carta afirma que o impacto ameaça a qualidade ambiental, o ecoturismo, a principal fonte de receitas do município e região e a sobrevivência de milhares de pessoas que vivem de atividades relacionadas ao turismo. 

Assim, para garantir a recuperação e a preservação ambiental para o município, a o documento elenca uma série de medidas, entre ou elas: o estabelecimento de um zoneamento econômico-ecológico (ZEE); a criação e implementação do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA); a proteção das Áreas Úmidas; a indispensável adoção das melhores técnicas disponíveis para o uso e conservação do solo nas atividades agropecuárias; a fiscalização pelos órgãos competentes do integral cumprimento à Lei Estadual nº 1.871/98, entre outros. 

Deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) recebendo a Carta Bonito

Gabriel afirma que, com a entrega da carta, espera-se que as autoridades tomem consciência do que está acontecendo no município, além de implementarem a Lei de Segurança Climática à nível federal. “Porque, a partir do momento que a gente colocar em pauta, realmente, em via constitucional, a gente vai tomar os poderes municipais, estaduais e nacionais. A carta de Bonito, é isso, é uma proposta para resolver essa segurança climática, que está acontecendo no município e que está afetando todo o turismo.” alerta o jovem. 

O documento é de realização do Instituto Raquel Machado, dos Unidos da Serra da Bodoquena, do Observatório Justiça e Conservação, da Fundação Neotrópica do Brasil e do SOS Pantanal. Ele contou com o apoio Institucional da Fundação SOS Mata Atlântica, da Rede Pró UC, da Onçafari, do Instituto Homem Pantaneiro e da ABRAMPA.