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Evento também contou com lançamento de livro de João Paulo Ribeiro Capobianco

Finalizando oficialmente os trabalhos de 2021, a Frente Parlamentar Ambientalista promoveu hoje (15/12) evento de apresentação do Balanço Anual e o lançamento do Livro “Amazônia, uma década de esperança”. Como participantes estavam o secretário-executivo da Frente Ambientalista, Mário Mantovani, o Coordenador da Frente Ambientalista na Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), o Coordenador da Frente Ambientalista no Senado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), o representante do IDS – Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade, André Lima e o autor do livro lançado, João Paulo Ribeiro Capobianco.

Rodrigo Agostinho enfatizou que a Frente Parlamentar Ambientalista produziu mais de 100 eventos online ao longo do ano, em resposta ao distanciamento físico ainda causado pela pandemia. O deputado afirmou que foi feito um grande esforço para mostrar à sociedade o que estava acontecendo no Congresso, publicizando todas as ações.  “Não foi um ano de produção, do ponto de vista de se ter aprovado muitas leis, muitos projetos, mas, por outro lado, a gente conseguiu segurar muito retrocesso e garantir que a população entendesse de fato o que estava acontecendo aqui dentro”, avaliou. 

O senador Fabiano Contarato refletiu que está sendo um ano muito difícil em todas as áreas, mas que existe um agravamento na pauta ambiental. Segundo ele, isso se dá “porque estamos num momento de um governo extremamente negacionista que enfraquece os órgãos de fiscalização”. Contarato pontuou que, quanto à ação parlamentar, ir à COP (Conferência das Partes) e fazer discurso não é o suficiente. “O mundo está de olho. É necessário que nós, parlamentares, tenhamos a humildade em fazer o papel de defesa intransigente de um meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito constitucional”, alertou.     

André Lima comentou sobre a atuação conjunta da Frente com outros órgãos da sociedade civil, citando a importância das organizações parceiras. “É como se fosse um ecossistema integrado de apoio e que se apoia, também, na Frente”, afirmou. Ele relembrou a adaptação ao mundo digital que muitos fizeram por conta da pandemia, trazendo o conceito de “Cyberadvocacy”. Segundo ele, este é um trabalho de incidência nas mídias sociais, e explicou: “A gente tem dificuldade para colocar 1000 pessoas presencialmente aqui na Esplanada, mas conseguimos três milhões de visualizações na Campanha da PEC do Clima e 10 mil assinaturas em três meses. Claro que a pandemia é uma grande tristeza para todos nós, mas, ao nos adaptarmos a ela, isso acabou gerando novas oportunidades de incidência que chegou para ficar”.

Para Mário Mantovani, o que a Frente conseguiu fazer, dentro de um contexto pandêmico, foi “impensável”. “Eu não acredito que tenha tido alguma outra Frente Parlamentar que teve mais atividade.”, acrescentou. Ele afirmou que o meio ambiente nunca foi tão agredido na história e, assim, a Frente Parlamentar Ambientalista nunca ganhou tanta responsabilidade e enfrentamento como hoje. “Eu acredito que o trabalho que ela construiu nesse tempo vai ser o capital que a gente precisa para um processo eleitoral como o que está vindo. Para ser colocado como reconhecimento e um ponto de partida para a próxima legislatura”, concluiu. 

Amazônia, uma década de esperança

Em sua fala, João Paulo Ribeiro Capobianco afirmou ser muito positivo lançar um livro em um ambiente como o evento da Frente.  O conteúdo da obra é fruto da tese de doutorado de Capobianco. e, segundo ele, a ideia do livro é dar mais visibilidade para uma questão absolutamente fundamental: é perfeitamente possível controlar o desmatamento no Brasil. “O Brasil sabe, e já fez, um esforço bem-sucedido contra o desmatamento. Esse é um ponto central que nós temos sempre que recuperar e divulgar. Os brasileiros precisam saber disso, que o desmatamento não é algo inevitável. O desmatamento não é consequência, como alguns dizem, da dimensão continental da Amazônia. Não é verdade.”, acrescentou.

Em seu livro, Capobianco descreve com detalhes como as políticas públicas foram definidas, organizadas e implementadas entre os anos de 2004 e 2014 e quais foram os seus reflexos sobre os atores envolvidos, a economia, a opinião pública, os meios de comunicação e a esfera política na Amazônia. Segundo o autor, a obra busca demonstrar que há “luzes de esperança” quando se tem uma conjunção de esforços coordenados mitigando intervenções do Estado, em sintonia com a sociedade civil, nas políticas de preservação da cobertura florestal na região Amazônica brasileira.