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Frente Parlamentar Ambientalista > COP22 > COP 22 deve produzir ações a serem aprovadas no Congresso Nacional

Uma comitiva de deputados e senadores acompanhou a delegação brasileira que foi a Marrakech, no Marrocos, para participar da 22ª Conferência Quadro das Partes sobre Mudanças Climáticas, a COP 22.

O deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) esteve presente nas reuniões e ressaltou que o Brasil tem sido protagonista nas questões ambientais e luta por maior apoio financeiro aos países emergentes, de forma a reduzir o desmatamento e proteger áreas ameaçadas.

Tripoli destacou que o País está comprometido com a redução de emissões de gases poluentes, com medidas para evitar as queimadas e diminuir a utilização de combustível fóssil.

“Encontramos um número enorme de chefes de Estado, o que mostra a preocupação com a temática ambiental no mundo, até de sobrevida para o agronegócio e os seres humanos. Na questão das águas, por exemplo, a população cresce, mas não temos novas fontes”, declarou.

Prioridades
O governo brasileiro trouxe de Marrakech algumas medidas que dependem de aprovação do Congresso. Tripoli adianta que essa pauta deve ser prioritária, a fim de manter o Brasil à frente nesse tema. De acordo com o deputado, o Itamaraty e o Ministério do Meio Ambiente devem decidir em conjunto com os parlamentares que foram à COP 22 e enviar propostas ainda neste ano ao Legislativo.

O Brasil defende, por exemplo, um fundo de 100 bilhões de dólares para manter ações de preservação e de produção de energias alternativas, como eólica e solar. “Embora isoladamente pareça muito, partilhado ele não é tanto, e esses recursos serão importantes para a implantação de qualquer agenda ambiental”, sustentou o deputado.

Trump
Tripoli afirmou ainda que era visível a preocupação dos participantes da conferência quanto à possível mudança da lei ambiental dos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

“Mas não acredito que essas alterações ocorram. Entre o discurso de campanha e a gestão que Trump vai fazer, muita coisa não será colocada em prática, pois ficaria difícil rescindir um acordo”, ponderou.

Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Marcelo Oliveira

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