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Frente Parlamentar Ambientalista > Câmara > Frente Parlamentar Ambientalista deve conter retrocessos e promover uma transição para o desenvolvimento sustentável do país

S/SP) aposta que um caminho para reforçar o cumprimento da legislação socioambiental passa por incentivos econômicos. “Precisamos buscar esses incentivos concretos para o cumprimento da lei. Nosso projeto para implantar o Pagamento por Serviços Ambientais no país está quase pronto para votação na Câmara”, destacou.

Para Joenia Wapichana (Rede/RR), a primeira mulher indígena eleita para a Câmara dos Deputados, além de garantir o cumprimento, é preciso conter os ânimos dos congressistas que visam a flexibilização de leis ou a liberação de novos produtos no País, como os mais de 60 agrotóxicos que receberam sinal verde do governo este ano. “Sentiremos os efeitos nos alimentos que comemos e na água que bebemos”, destacou.

“Este evento fortalece o espírito da nossa democracia. Mostra que esta aliança entre parlamento e sociedade que representa a Frente será capaz de levar adiante a luta pelos direitos de povos indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas, pelo desenvolvimento sustentável, pelo combate às mudanças climáticas, e fazer frente a toda tentativa de retrocesso em nossa governança socioambiental”, afirmou Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Rio Paraopeba

Levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica mostrou que metais pesados, como manganês, cobre e cromo, acabaram com a vida em mais de 300 quilômetros do Rio Paraopeba, após a tragédia em Brumadinho. Além das centenas de vidas humanas perdidas para o mar de lama, até agora 112 hectares de Mata Atlântica também desapareceram. O relatório completo pode ser acessado aqui.

“Os metais presentes na água nessas quantidades são nocivos ao ambiente, à saúde humana, à fauna, aos peixes e aos organismos vivos”, explicou Marta Marcondes, coordenadora do Laboratório de Análise Ambiental do Projeto Índice de Poluentes Hídricos, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, que participou do estudo.

“O rio Paraopeba perdeu a condição de importante manancial de abastecimento público e para usos múltiplos da água. O dano ambiental tornou aquelas águas impróprias e indisponíveis para qualquer uso, pelo menos por onde passamos“, completou Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica. Ela apresentou dados do relatório no evento.

Com o auditório Nereu Ramos lotado, os participantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Paulo Nogueira-Neto, a pedido de Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica. O primeiro secretário nacional do Meio Ambiente do país, naturalista, professor universitário, político e ambientalista histórico faleceu esta semana, aos 96 anos, em São Paulo (SP). Foi um dos fundadores da SOS Mata Atlântica.

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados